YouTube declara guerra contra TV e planeja domínio da comunicação

 

 

        A visita de Chad Hurley, co-fundador  do YouTube, ao Brasil na última semana, mexeu com muitos publicitários, especialistas em marketing, internet, negócios e fanáticos por mídias digitais em todo país. Ele veio a São Paulo para participar do Digital Age 2.0, uma conferência que reuniu diversos profissionais do ramo, para  discutir a influência do “mundo digital” na vida dos consumidores, e como isso afeta a mudança de seu comportamento de maneira geral, além de entender os futuros dos negócios, em que a internet é uma mídia importante de relacionamento. Porém nesse encontro, Chad, acabou alimentando a batalha polêmica entre televisão e internet. 



        Segundo entrevista concedida ao link (caderno de tecnologia do Estadão) ele comentou sobre a importância do mercado brasileiro e afirmou que em um curto espaço de tempo, a internet acabará matando a televisão. A idéia de que para os próximos anos, assistir a um programa de televisão em horários pré-determinados pelas emissoras, será algo praticamente inexistente, foi abordada durante a entrevista. Já que ele entende, que com a interação, o público vai poder escolher a hora que quer ver determinados conteúdos e passar a fazer isso através da internet. A TV ficaria apenas com eventos ao vivo.



        Muitos produtores de televisão ao redor do mundo, entendem que interagir com o público é  a única saída para combater os constantes avanços da web como captação de audiência e mercado. A partir disso , é possível entender porque programas como reality shows, e qualquer outro que envolva votação e participação do público faça tanto sucesso. Apesar desses esforços de muitos roteiristas de TV, Fernand Alphen, diretor de planejamento da F/Nazca S&S, escreveu em seu blog, que as emissoras têm que assumir esse novo paradigma, e se conformar que agora,  são concorrentes do YouTube. Já que as ferramentas de criação e produção promove conexão, interação e audiência. Alem de reforçar a idéia de que é muito mais cômodo ao público, ir direto aos conteúdos editados, sem ter que esperar pela programação favorita entrar na grade.

 

 

Chad Hurley (foto) e Steve Chen, venderam em 2006 o YouTube para o Google, por $1,65 Bilhão.  

Chad Hurley (foto) e Steve Chen, venderam em 2006 o YouTube para o Google, por $1,65 Bilhão.


        Apesar de uma série de questionamentos que afirmam que o YouTube não é rentável. Hurley, garante que o faturamento do site nunca foi tão grande, e prevê uma série de transformações e inovações no site. Inclusive do ponto de vista gráfico.  Ele pretende melhorar a interface e compartilhar parte da receita de publicidade com usuários que postarem vídeos mais populares no site. Vale reforçar que recentemente, Google e Time Warner entraram em um acordo que permite que o YouTube  hospede conteúdo de programas de TV e filmes ligados ao grupo. As receitas de publicidade vão ser repartidas entre o YouTube, a Warner Bros Entertainment e a Turner Broadcasting System.  Agora só nos resta esperar e assistir as novidades do YouTube que estão no forno e devem sair ainda este ano.

 

        E você, leitor, que posição toma em relação a essa reflexão? Vai colocar um bom provedor e  se preparar para ver tudo pela internet? ou vai se prender ao bom e velho aparelho de TV? A escolha é sua. Comente.

7 Respostas para “YouTube declara guerra contra TV e planeja domínio da comunicação”


  1. 2 Carina 2 02UTC Setembro 02UTC 2009 às 12:08

    Bom, se a tendência é ter cada vez menos programas de TV, a audiência cai, a concorrência também e eu ficarei desempregadaaa!! rsss…
    Por um lado eu concordo, mas acho que um meio de comunicação complementa o outro.
    A maioria da população brasileira ainda tem mais acesso a TV do que a Internet e os que preferem a net conseguem acompanhar a qualquer momento através do YouTube, Twitter, blogs etc etc tudo o que foi ao ar.
    Pense: a maioria dos videos postados no YouTube passam antes na TV para depois cair na rede.
    Como radialista estou defendendo demais TV? rsss…
    Vamos ver se são realmente rivais ou “parceiros”!

  2. 3 carol 3 03UTC Setembro 03UTC 2009 às 23:27

    Concordo com o comentário acima…
    Se os programas de televisão começarem a desaparecer pessoas como eu não terão emprego, além do que as emissoras vão perder muito dinheiro, já que a audiência diminuíra bastante.
    O youtube é uma coisa, a TV é outra.
    Não se pode misturar ambos, cada um com a sua função: o youtube serve para as pessoas procurarem vídeos e afins, não para ser um programa e concorrer com a TV.

  3. 4 guilhermeperalta 5 05UTC Setembro 05UTC 2009 às 14:05

    Falar que a Tv vai acabar (ainda mais em curto espaço de tempo) é tão ingênuo quanto dizer que a internet iria destruir os jornais impressos, livros e tudo mais.

    Como a Carina e carol postaram acima, também acho que esses meios, apesar de interligados, são independentes e com focos diferenciados.

    Da mesma forma que grandes programas inteligentes por aí (muito mais fora do Brasil) estão chamando o espectador do programa de TV a buscar conteúdo extra on-line. Essa é uma das aplicações do YouTube. Outra possível é proporcionar o mesmo conteúdo que foi ao ar ontem, para que pessoas do mundo todo vejam este programa hoje, opinem e compartilhem.

    Outro detalhe: não existe só YouTube no mundo. O Vimeo.com tem uma proposta diferenciada (com outro público, também), o Justin.tv e o Qik fazem transmissão ao vivo do computador ou celular do usuário. Além de muitos outros sites que hospedam vídeos por aí.

    Eu acho muita ignorância e egoísmo dizer que o YouTube acabará com a TV. Acho que o certo seria dizer “o YouTube irá completar a TV” e além disso dar a possibilidade da produção individual de conteúdo, que é o “tchan” dos últimos anos e tem ajudado na informação mais rápida e, em alguns casos, com maior qualidade que a comunicação em massa (TV).

    Diga para o porteiro do seu prédio que a TV não existirá e ele terá que comprar um computador com acesso à internet banda larga para assistir algum conteúdo novo/ao vivo. Ahhh, agora sim podemos concordar com o Chad Hurley.

    Fui comentar e acabei transformando isso num post aqui: http://reidomato.wordpress.com/2009/09/05/a-tv-vai-acabar-not/


  1. 1 A TV vai acabar! NOT. « Rei do Mato Trackback em 5 05UTC Setembro 05UTC 2009 às 14:05
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  3. 3 O papel do Youtube na consolidação das marcas! « Blog Pensando Tendências Trackback em 27 27UTC Outubro 27UTC 2009 às 21:41

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