Projeto Bacuri Sucos – Vida Saudável


 

      Esse post do blog é parte de uma atividade para a aula de Novas Tecnologias de Comunicação, ministrada pelo professor Eric Messa, aqui da FAAP. Foi passado aos alunos um briefing para criar uma estratégia em mídias sociais para o restaurante Bacuri Sucos, localizado na Rua Alagoas, 852 em Higienópolis, São Paulo. O Bacuri oferece alimentos saudáveis como açaí na tigela, sucos naturais, saladas e saunduíches, em um ambiente agradável, descontraído e com vista para a rua.

 

      A ideia consiste na criação de uma corrida dentro do estádio do Pacaembu, em parceria com a academia Bio Ritmo do bairro de Higienópolis e a Associação dos moradores do Bairro do Pacaembu. O Bacuri sucos criará um hot site dentro da sua página da internet (www.bacurisucos.com.br) e um blog official para a campanha. No blog, as pessoas poderão ter acesso à todas as informações da corrida.  Um vídeo explicativo da campanha a ser criado no YouTube será exposto no nosso blog, cujo endereço poderá ser visto no website do restaurante.

 

      Para direcionar ao Blog, o Bacuri Lanches usará seu próprio perfil do twitter e também o da academia Bio Ritmo para atrair outros participantes. Além disso, a lanchonete aposta no potêncial mobilizador da internet, para atingir o máximo de corredores possíveis.

 

     No dia do evento, os participantes deverão estar no portão do estádio, duas horas antes do início da corrida, para evitar eventuais problemas. A premiação consiste em um vale de R$ 500,00 para o primeiro colocado, R$ 250,00 para o segundo e R$ 125,00 para o terceiro, para consumir em com qualquer produto do restaurante, durante um mês. O vencedor poderá escolher o mês de sua preferência.

 

     Essa ação seria muito rentável ao Bacuri Sucos, já que não gastaria nada em veiculação de mídias tradicionais caras, como anúncios em tv e revistas, apostando no poder da internet. A possibilidade de atrair atletas, que eventualmente poderiam estar na corrida por livre e espontânea vontade, para treinar e aperfeiçoar suas habilidades é grande, gerando assim uma maior repercussão e visibilidade para a marca.

Você já conhece o BLIP.fm?

 

      Se você está cansado de ouvir sempre as mesmas músicas nas rádios, não tem o costume de comprar cd´s e não gosta de perder minutos do seu dia, fazendo downloads de suas músicas preferidas através de programas que utilizam rede P2P, como o LimeWire por exemplo, precisa conhecer o BLIP.fm. Uma mistura de rede social com miniblog, em que você vira DJ e ainda interage com amigos e outros usuários, criando pequenas comunidades em torno de seu gosto musical e formando assim, seguidores ao redor dos mesmos interesses.

    

    O BLIP.fm tem uma interface parecida com a do Twitter. Só que ao invés de permitir que o usuário conte em 140 caracteres algo que está acontecendo, ele quer saber o que você está ouvindo agora. Para achar a música ou o vídeo que estiver procurando é muito simples. Basta digitar o nome digitar o nome da música ou do artista, e uma série de informações relacionadas aos mesmos vão aparecer prontamente. É possível ver um preview antes de acessar o conteúdo escolhido.

    

    Depois de selecionar  a música ou o vídeo, o usuário pode escrever em 150 caracteres alguma mensagem ou responder a amigos, em um modelo semelhante ao twitter. Junto à loja online Amazon, o BLIP.fm encontrou uma forma de publicidade atraente, conectando ambos os sites com o intuito de gerar fundos, e consequentemente, manter a rede em circulação.

    

     Acho muito interessante a proposta do Blip.FM, especialmente sua função como integradora social. Já que nessa rede, diferentemente das outras, pessoas que não se conhecem se unem ao redor das suas preferências musicais. A ideia de interação em uma interface simples, funcional e esteticamente bonita, contribui para a formação de um bom ambiente de navegação. 

      

      Indico esse post desse blog, para outras informações sobre o BLIP.fm

Femsa e AmBev de volta à Trincheira!

      

      Há algumas semanas, comentei nesse post sobre como a propaganda comparativa nos Estados Unidos é usada de forma natural e muitas vezes até irreverente. Citei principalmente, a forma bem humorada que a Sprint, marca de telefonia celular e tecnologia nos EUA, criou um site, em que um cantor fazia paródias de músicas conhecidas, brincando com a AT&T, Verizon e T-Mobile, suas maiores concorrentes de mercado.

      

      Na última semana aqui no Brasil, a cerveja Kaiser lançou em parceria com a agência Fischer, um comercial que divulga o novo teste das cervejas. No filme, são mostradas cenas reais de pessoas tomando a bebida em bares, afirmando que a Kaiser é a melhor cerveja do país. A margem de vitória da cerveja da Femsa em relação à suas principais rivais foi pequena, mas suficiente para acirrar a rivalidade entre elas. A pesquisa, feita em 9 grandes cidades, entre elas São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, teve participação dos públicos feminino e masculino, entre 21 e 54 anos, das classes A, B, C, D. No site oficial da campanha é possível ter mais informações sobre o assunto.

      

      Como esperado, a ação gerou muita polêmica entre o consumidor em geral. Muitos consideraram ofensivo, o fato da Kaiser citar as concorrentes no comercial. A AmBev também não gostou do que viu, e pediu para que o vídeo fosse retirado do ar imediatamente. Segundo informação do site do Clube de Criação de São Paulo, a juíza Gláucia Mansutti concedeu a liminar que impede que o filme seja exibido, e que o descumprimento da ordem cuminará em uma multa de R$ 10 mil reais por dia. A AmBev já acionou o Conar para que alguma outra providência seja tomada. A Femsa, por sua vez, argumenta que desde junho desse ano, possui uma autorização do Tribunal de Justiça de São Paulo para fazer campanhas corporativas, podendo citar inclusive as marcas da AmBev.

 

      O mercado de cervejas no Brasil novamente esquentou. Acredito que ao invés de tentar tirar o conteúdo do ar, os representantes das marcas da AmBev junto às suas respectivas agências publicitárias, deveriam criar maneiras alternativas de responder ao comercial da Kaiser de uma maneira mais criativa e elegante. E se enaltecessem seu próprio produto? Mostrassem suas qualidades? Lançassem um desafio com o concorrente? Desenvolvessem uma estratégia em mídias sociais para promover a interação do público junto à marca, e assim provar sua popularidade? Não ficaria mais interessante? Comente.

Sacolas viram mídias publicitárias!

 

      A palavra sustentabilidade tornou-se obrigatória em praticamente todas as multinacionais do mundo. Ter cuidado com o meio ambiente é uma prática necessária a todos, logo, diversas atitudes têm sido tomadas para melhorar a qualidade do nosso planeta. Um grande problema ecológico na sociedade, pode ser causado por sacolas plásticas. Aparentemente inofensivas, elas são feitas de um material sintético que causam estragos na natureza. Além disso, sua decomposição dura séculos.


      Com base nisso, diversas empresas estão tentando se adaptar em meios alternativos para reduzir a quantidade de sacolas plásticas no país. A rede de supermercados Pão de Açúcar, vende há algum tempo, sacolas reutilizáveis, para que o cliente use a mesma bolsa, toda vez que fizer suas compras. O site mundo do marketing, divulgou em junho que o Grupo Pão de Açúcar, conseguiu comercializar mais de 600 mil ecobags. O ministério do Meio Ambiente, acabou de lançar um site, para divulgar a campanha saco é um saco, que alerta a população sobre os malefícios, causados por sacolas plásticas e maneiras de driblar esse problema.


      Com consciência dos danos que as sacolinhas produzem, o consultor de embalagens Salvatore Privitera e o publicitário Adriano Afonso, se juntaram para criar um projeto que eles denominaram de Bag News, que consiste na criação de uma sacola de papel Kraft reutilizável com espaço para publicidade. A previsão é de arrecadar R$ 40 mil reais em três anos, e o preço dos anúncios, vão de R$ 350 a R$ 21 mil reais. A tiragem inicial será de 60 mil sacolas, que serão distribuídas principalmente, em bancas de jornais da região de Santo Amaro, zona sul da capital paulista. O projeto ainda conta com o apoio da Prefeitura de São Paulo.


      Realmente a ideia é muito interessante, visto que além de contribuir para a diminuição da circulação de sacolas plásticas na cidade, uma série de anunciantes poderão investir na compra de espaços publicitários, aliando a imagem da sua empresa à uma causa nobre, e ainda lucrar com possíveis retornos financeiros.

    

      Mais informações podem ser encontradas no site do Clube de Criação de São Paulo.

Agora os torcedores fanáticos poderão ir ao banheiro na hora do jogo!

      

      O Hóquei no gelo está para o canadense, assim como o futebol está para o brasileiro. A temporada da NHL (National Hockey League), que começa em Outubro e termina em Junho, é um dos períodos mais esperados no ano, pelo povo do Canadá.


     No blog ADvertido, de Gabriel Jacob, li um post sobre uma inovação interessante de uma emissora de rádio de Toronto, em parceria com o time local, os Maple Laefs. A rádio AM 640, que cobre todos os jogos da equipe, e também produz programas diários sobre o mesmo, instalou nos banheiros do Air Canadá Centre, arena onde joga o time, pôsteres, acima dos mictórios. Esses pôsteres contêm sensores, que percebem quando alguém está se aproximando para urinar, e logo, ativam a transmissão ao vivo do jogo. Assim, o torcedor pode escutar tudo o que está acontecendo no gelo, mesmo quando estiver no banheiro. 


      O cuidado e o respeito que os diretores do Toronto Maple Laefs tiveram com seu torcedor, com certeza, deve servir de exemplo, para os cartolas do nosso futebol. Com um pouco mais de atenção com o público, quem sabe os nossos grandes clubes não teriam casa lotada todo jogo, e um faturamento anual lucrativo, assim como os Maple Laefs têm. Interagir, mesmo que de forma indireta com o torcedor, contribui para que ele tenha uma identificação maior ainda com a franquia, e consequentemente, maior fidelidade.

 


      Aqui está o link do blog ADvertidoque me inspirou a fazer esse post.

Vem aí o Game Show da Volkswagen na Band!

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      Já se foi o tempo em que anúncios em mídia impressa e comerciais de TV eram fontes de retorno satisfatórioaos anunciantes. Com o desenvolvimento da internet e a busca de informação rápida, por parte dos consumidores, deixa em evidência uma necessidade das agências de comunicação de criação de meios alternativos de publicidade para expor a marca de seu cliente na mídia.

 

      O cinema, por exemplo, já é há algum tempo, alvo dessa realidade. Diversos filmes têm citação de determinada marca, ou o próprio produto, outdoor, banner, expostos em locais visíveis. Esse  mercado é altamente lucrativo. Nas telenovelas, o fenômeno do product placement é parecido, e muitas vezes, torna-se até exagerado. Aqui no blog, já havia citado a força da publicidade nos jogos de videogame nos Estados Unidos.

 

      Programas de TV vem sendo o mais novo alvo dessa estratégia. Nos reality shows, como o Big Brother e A Fazenda, por exemplo, multinacionais importantes como Brastemp, Ponto Frio, Fiat  também recebem grande incentivo por parte de investidores, graças a audiência que recebem.  Contudo, inovar para aliar uma marca à um programa que atraia visibilidade, dê prêmios e promova a interatividade é necessário.

 

      Baseando-se nessa tendência, a Band em ação conjunta com a Volkswagen vai lançar o seu novo programa no dia 15 de novembro, chamado “Zero Bala”, que dará o novo VW Fox 2010 como prêmio, ao vencedor. O novo game show será exibido sempre aos domingos no horário das 13 horas. A TV contratou as agências Bullet e AlmapBBDO para auxiliar realização do projeto, que também conta com parceria da Endemol Brasil. O formato vai ser de perguntas e respostas, e o participante tem que ter um carro com pelo menos 12 anos de uso, para tentar a sua sorte no game. A emissora promete um programa com uma cara jovem, além de um entretenimento para toda a família. Os apresentadores serão Otávio Mesquita e Daniela Cicarelli, mais informações podem ser encontradas aqui, no site da Band.

      

      Vamos esperar para ver se a TV Bandeirantes com essa nova atração conseguirá atingir seu objetivo de levar diversão para a casa de seus telespectadores. Também anseio para saber da repercussão que o programa terá, e se o investimento pesado da marca vai ser lucrativo. Na minha opinião, essa ótima ideia terá muito sucesso, talvez até mais edições desse programa nos próximos anos.  E na sua? Comente.   

 

 

 

A reputação das empresas na boca do povo!

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      Esse post é continuação do anterior, e foi inspirado pela leitura do texto Como anda a reputação da sua marca? de Eric Messa, professor do curso de publicidade e propaganda da FAAP. A leitura também pode ser feita a partir do site JumpExec.

 

      A fase em que a nossa sociedade está vivendo na atualidade, tem ligação total com a internet. Grande parte da população brasileira já está inserida nesse meio e se comunica diariamente através das redes sociais. No post abaixo, comentei sobre a exposição a que diversos indivíduos se submetem,  ao compartilhar informações de sua vida privada através das novas mídias.  

      

      É evidente que com o advento da solidificação das mídias sociais no Brasil e no Mundo, várias conseqüências acabam por surgir. Talvez a maior delas seja a imagem que determinado produto ou marca adquire perante o seu público. Consideremos os sites de busca, especialmente o Google como exemplo. Mesmo que nenhum executivo de alguma marca importante tenha feito determinada ação de comunicação de sua empresa via internet, é bem possível que o nome dela seja encontrado em algum site, principalmente no Google.  

  

    O que vem acontecendo agora, é que os próprios consumidores estão escrevendo na web, suas impressões sobre determinado produto, o que de certa forma, pesa muito na escolha de uma marca em detrimento de outra, e consequentemente, na sua imagem.  Essa discussão nos leva a uma constatação. Hoje em dia, é essencial que as grandes empresas tenham em seu staff, profissionais capacitados e com bom entendimento em mídias sociais. Contudo, somente isso não é o suficiente. A necessidade de contratar agências especializadas nessas redes também é de suma importância.

    

       De uns anos para cá diversas agências de mídias sociais nasceram no Brasil. Muitas delas têm softwares e métodos de trabalhos feitos especialmente para atuar nas novas mídias. O fato de que monitorar clientes é  fundamental para as empresas, deixou de ser tendência, para ser realidade. Elas necessitam de estratégias em mídias sociais para criar junto a seus consumidores, um ambiente saudável e um forte elo de ligação. Como já postei nesse post, multinacionais como LG e Nokia criaram recentemente, diversos canais para que seus consumidores interajam, entre eles, e também com a própria empresa. Também é muito comum, que ao lançar determinado produto, algumas marcas convidem blogueiros com alta experiência, para passar sua própria opinião, e assim, divulgar o produto.

 

       É Possível concluir que as empresas não podem mais fechar os olhos para o que dizem as pessoas na internet. Até porque a opinião, mesmo que seja de um indivíduo anônimo, acaba influenciando muito em como sua imagem é vista na sociedade. O que antes era feito por um líder de um determinado grupo, agora pode ser feito por qualquer um, mesmo que não seja um especialista na área que está sendo buscada.

A era da exposição chegou!

 

      Esse post do blog foi motivado pela leitura do texto Vivemos em plena era de exposição, publicado pelo professor Eric Eroi Messa, que é professor da FAAP, na coluna “Pensamento Digital” do portal JumpExec em 14/01/2008.


      De fato, a interação no Brasil teve seu início diretamente ligado ao surgimento da Internet no país em 1995. Apesar de um acesso reduzido a pouquíssimas pessoas e condições muito precárias, diversos indivíduos tiveram ali, a possibilidade de começar a se comunicar com outras pessoas, principalmente, através de suas próprias home pages.


    Nos últimos anos, páginas na internet em formato de blogs cresceram em grande escala. Muito disso, se deve talvez pela informalidade que um blog promove. Fica mais simples e interessante para o blogueiro, receber as opiniões sobre seu post por meios de comentários. Assim pode obter, novas ideias e até ter noção de algumas  críticas sobre seu trabalho. Do ponto de vista visual, o blog também é melhor forma de expressar o perfil de seu autor. A interface pode ter o design que se identifica melhor com o perfil de seu dono.


      As redes sociais também são em grande parte responsáveis pela interação nos dias de hoje, entre marca e consumidor. Nelas o usuário pode compartilhar com seus amigos todos os seus gostos e fatos de sua vida pessoal. A evolução dessas novas mídias tem sido tão grande, que diversas pessoas hoje, possuem perfis em várias delas. Recentemente, foi lançado um browser apenas para as redes sociais. Trata-se do Flock. Ele possibilita que seus usuários controlem seus perfis em diferentes mídias. 


      A Publicidade também vem se enquadrando na área de interação. Nesse blog já citei alguns exemplos de estratégias, principalmente em mídias sociais. Esse post, mostra o famoso case do Burger King, chamado Whopper Sacrifice. Na televisão, também temos uma vasta gama de reality shows, que mostram o dia a dia de muitas pessoas, de uma forma até invasiva, como o Big Brother, por exemplo.


      A verdade é que estamos vivendo uma fase de forte exposição pública de ideias e conceitos que antes faziam parte de nossa vida privada. Vamos considerar o YouTube, por exemplo. Quantas pessoas não tentam simplesmente aparecer? Parece que todos querem ter seu lado “rock star”. Se o artista marcante da Pop Art Andy Warhol estivesse vivo, ficaria satisfeito por saber que sua famosa frase “No futuro todos terão seus quinze minutos de fama” reflete os tempos que estamos vivendo hoje. Mas só uma constatação. Hoje, através da internet, muita gente consegue horas, dias e até meses de fama.

O papel do YouTube na consolidação das marcas!

      

      O YouTube esteve muito em pauta na mídia, nas últimas semanas. Diversos veículos de comunicação divulgaram e acompanharam a mais nova inovação desse site. Foi a parceria com a banda irlandesa U2, para a transmissão do show do grupo, que aconteceu no último domingo (25), no Rose Bowl, em Pasadena, cidade próxima de Los Angeles, na Califórnia. Apesar da qualidade relativamente baixa, o YouTube inovou mais uma vez, possibilitando que pessoas de dezenove países diferentes tivessem acesso ao show da banda, via este canal.


      Essa ação do YouTube,  volta a acirrar opiniões divergentes sobre seus poderes e limites. Até que ponto ele está tomando o mercado e a atenção da TV? Nesse post desse próprio blog, já havia comentado um pouco sobre esse assunto, a partir de uma entrevista de Chad Hurley, um dos fundadores do site, em sua visita ao Brasil, no final de Agosto desse ano. Entretanto, não vai ser meu objetivo aqui, retomar essas questões, mas sim, falar um pouco sobre as  principais características do site.


      No New Brand Communication, que ocorreu nos dias 20, 21 e 22 de Outubro desse ano, na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), em São Paulo, Joshua Green, professor do MIT e autor do livro YouTube e a Revolução Digital, falou em sua palestra, muito sobre a cultura que vem se formando ao redor do YouTube. Joshua disse que o conteúdo do YouTube é indeterminado, e que o site não tem como função principal o broadcasting. O conteúdo exposto lá, é em maior parte produzido por pessoas comuns do que por profissionais em geral. 


      Alguns vídeos, como o do Chicken Mc Donald´s geram uma certa dúvida sobre quem foi o verdadeiro responsável pela produção do material. Simples usuários ou profissinais de comunicação. O fato é que para muitas empresas, não importa quem esteja falando de seu produto, desde que a divulgação seja feita de uma maneira positiva. Vide o caso do programa de auditório do David Letterman. A CBS, rede de televisão americana que transmite o programa do apresentador, encontrou um pequeno problema no YouTube. Um usuário qualquer colocava partes do programa Late Show with David Letterman no site. A página sempre atraía muitas visualizações e comentários. A emissora então, resolveu criar seu canal oficial de transmissão no YouTube, mas apesar disso, o usuário não parou de atualizar seu canal no site com novos programas, e continuou atraindo muitas pessoas. O responsável pela comunicação da CBS, deu uma entrevista dias seguintes dizendo basicamente: “Se a o usuário estiver divulgando nosso programa, porque se opor”.


      Isso nos remete a uma discussão um pouco mais intensa sobre a necessidade do surgimento de novos profissionais que entendam de mídias sociais. A sensibilidade para lidar com diferentes opiniões do público são essenciais para o sucesso de qualquer marca. Vou citar outros dois exemplos. Nos Estados Unidos um expremedor chamado Slap Chop, faz muito sucesso. Seu comercial na televisão passa com muita freqüência. No YouTube um criativo usuário resolveu criar o Slap Chop Rap. Fazendo um rap para o comercial do produto e postando no YouTube. Engraçado, o vídeo teve muitos acessos, e a marca nada fez. Afinal, ele estava contribuindo para a divulgação do produto.


      Outra campanha que ficou famosa foi a dos liquidificadores Blendtec. O case feito por meio de vídeos do YouTube, mostrava que esses liquidificadores poderiam liquidificar qualquer coisa. Através da participação do público em mídias sociais, o apresentador escolhia novos objetos para serem destruídos e assim, comprovarem a potência do produto. A destruição de um iPhone pelo liquidificador, foi um dos vídeos mais vistos do YouTube.


      O Twitter também é uma mídia social importantíssima, que está caminhando lado a lado com o YouTube. Se voltarmos de novo ao show do U2, veremos que milhares de pessoas participaram em massa, via essa ferramenta, ao mesmo tempo que estavam vendo o show pelo YouTube. A partir disso é possível concluir que é inquestionável a consolidação das mídias sociais como foco importante de estudo e o reconhecimento desses meios como fortes mídias de relacionamento com clientes e divulgação de produtos.

A voz dos consumidores a serviço das marcas!

 

     

 

       A cultura digital vem se formando na sociedade já há algum tempo. As pessoas atualmente, estão mais exigentes e vivem em constante busca de informação a toda hora. Apesar de estar ainda engatinhando no Brasil, o surgimento da TV digital aliado ao grande poder que redes sociais e blogs têm em todo mundo, são apenas exemplos de como a cultura digital, mesmo que em fase de transição, mereça destaque.

 

       O livro Blog: compreendendo a revolução mundial no uso da informação  de Hugh Hewitt, me motivou a escrever um pouco sobre esse tema. Na obra, o autor discorre que a força dos blogs perante ao público em geral é muito grande. Segundo ele, essa ferramenta é uma forma de estabelecer e defender um ponto de vista, uma marca ou até mesmo um produto, de forma gratuita e eficiente. O blog ainda pode criar uma reputação muito positiva para você ou sua empresa.

 

       Se as grandes marcas ao invés de se preocuparem apenas com as mídias tradicionais, prestassem mais atenção nas tendências de mercado e criassem blogs, o retorno e a visibilidade de seus produtos iriam crescer indubitavelmente. Visto que além de seus fiéis consumidores, é possível conseguir potenciais clientes através da grande interação que o blog promove. Um indivíduo qualquer pode postar no seu blog pessoal que gostou de algo visto em outro blog, atraindo mais seguidores para ambos.

 

       Hewitt no seu livro cita um corretor de imóveis, para provar o poder de um blog. Se ao invés de sair porta em porta colando cartazes de seus imóveis pelas ruas, ele fizesse uma página, colocando todos os  apartamentos, casas, disponíveis, provavelmente conseguiria muito mais clientes. Já que o público se sentiria mais confortável e à vontade com o vendedor. A atenção que o prestador de serviços e grandes companhias dão ao seus consumidores interfere diretamente na imagem da mesma, e consequentemente, nas vendas.

 

       O exemplo de Hugh Hewitt nos remete a uma discussão um pouco mais profunda. Até que ponto as grandes empresas estão preparadas para atender bem seus clientes? Partindo dessa reflexão e da leitura do livro Manifesto Cluetrain, resolvi procurar as empresas que têm os melhores serviços de atendimento ao cliente, focando principalmente as mídias sociais. Na obra, os autores indicam que não é mais possível que as empresas tratem os consumidores com mensagens gravadas, e etc. Criar um canal de comunicação eficaz, produzido por funcionários identificados com a marca é vital para a boa imagem da empresa.

 

       Diferentemente da mídia de massa, a internet possibilita tal diálogo entre marca e seu respectivo público. Empresas como a Nokia, utilizam bem desse serviço. A empresa criou um espaço na internet para que as pessoas compartilhem experiências, idéias e soluções sobre os produtos da marca. A Nokia também conta com um blog oficial, onde tendências de mercado e novidades da mesma são expostas. A LG também possui um blog oficial, um canal no Twitter e no YouTube. A revista Veja recentemente, aderiu ao facebook para expor suas matérias. Enfim, uma série de marcas importantes já estão se adaptando à esse novo conceito.

 

       O mercado está muito ao lado daqueles que sabem utilizar as mídias sociais. Esse método, permite que a empresa conheça a cabeça de seus consumidores de uma forma mais exata. Fora o fato de estar construindo com elas uma relação positiva e saudável.

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